
O governador do Piauí, Rafael Fonteles, manifestou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo ele, a medida pode abrir espaço para questionamentos sobre a soberania nacional.
“Vejo com preocupação, porque tem o intuito de combater firmemente essas organizações e facções criminosas, mas o risco de invadir a soberania do país. Então, tem que ter muito cuidado, muita cautela”, afirmou.
A decisão foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA um dia após uma reunião entre o presidente Donald Trump e o senador Flávio Bolsonaro, realizada na Casa Branca em 26 de maio.
Fonteles defendeu a cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas destacou que qualquer ação deve respeitar a autonomia brasileira. “O combate ao crime organizado precisa ser cada vez mais efetivo, com apoio internacional, mas sem ferir a soberania brasileira”, declarou.
O governo federal já havia reagido à medida, argumentando que PCC e CV são tratados pelo Brasil como organizações criminosas voltadas ao lucro por meio do tráfico de drogas, armas e outras atividades ilegais, diferentemente de grupos terroristas, que costumam ter motivações ideológicas, políticas ou religiosas.