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Preço da cesta básica cai em 22 capitais brasileiras em setembro

Destaque para a queda do tomate e do arroz e alta da carne

Redação Manchete Nacional
Por: Redação Manchete Nacional Fonte: Agência Brasil
08/10/2025 às 19h00
Preço da cesta básica cai em 22 capitais brasileiras em setembro
© EBC/Arquivo

O preço do conjunto dos alimentos básicos caiu em setembro, na comparação com agosto, em 22 capitais brasileiras e aumentou em cinco, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desde julho de 2025, a pesquisa engloba todas as 27 capitais do país. Anteriormente, o levantamento era feito apenas em 17.

As principais quedas de preço da cesta em setembro ocorreram em Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%). As capitais com elevação do valor foram Campo Grande (1,55%), Curitiba (0,38%), Vitória (0,21%), Porto Alegre (0,04%), e Macapá (0,03%).

São Paulo foi a capital em que o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior preço (R$ 842,26), seguida por Porto Alegre (R$ 811,44), Florianópolis (R$ 811,07) e Rio de Janeiro (R$ 799,22).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, foram registrados os menores valores: Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17), Salvador (R$ 601,74) e Natal (R$ 610,27).

A comparação dos valores da cesta de setembro de 2025 com o mesmo mês de 2024 mostra que, nas 17 capitais onde a pesquisa era realizada nesse período, houve alta de preço em todas, com variações entre 3,87%, em Belém, e 15,06%, em Recife.

No acumulado do ano, ou seja, de janeiro a setembro de 2025, nas 17 capitais pesquisadas, 12 tiveram alta e cinco apresentaram queda. As maiores elevações ocorreram em Recife (4,69%), Porto Alegre (3,54%) e Salvador (3,06%). As capitais com as principais variações negativas foram Brasília (-3,15%) e Goiânia (-3%).

Com base na cesta mais cara, que em setembro foi a de São Paulo, o Dieese estimou que o valor do salário mínimo necessário para uma família viver no nono mês do ano no Brasil deveria ter sido R$ 7.075,83 ou 4,66 vezes o mínimo atual de R$ 1.518. O Dieese leva em consideração a determinação constitucional de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Em setembro de 2024, o salário mínimo, deveria ter ficado em R$ 6.657,55 ou 4,71 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.412.

Produtos

O preço do tomate em setembro, em comparação com agosto, diminuiu em 26 capitais das 27 pesquisadas, com quedas que vão de 47,61%, em Palmas, e 3,32%, em Campo Grande. A alta ocorreu em Macapá (4,41%).

O preço médio do arroz agulhinha diminuiu em 25 das 27 capitais pesquisadas, com destaque para Natal (-6,45%), Brasília (-5,33%) e João Pessoa (-5,05%). A alta foi registrada em Vitória (1,29%). Em Palmas, o preço médio não variou.

Café e Carne bovina

Em setembro, o valor médio do quilo da carne bovina de primeira aumentou em 16 capitais e diminuiu em 11. As maiores elevações ocorreram em Vitória (4,57%), Aracaju (2,32%) e Belém (1,59%). Já as variações negativas mais importantes foram registradas em Macapá (-2,41%), Natal (-1,13%) e São Luís (-1,03%).

“A oferta limitada, principalmente pela estiagem, explica a alta de preços. Ao mesmo tempo, a baixa demanda pressionou os valores para baixo em algumas cidades”, destacou o Dieese.

Já o preço do café em pó diminuiu em 14 capitais e aumentou em 13. As quedas mais expressivas foram registradas no Rio de Janeiro (-2,92%) e em Natal (-2,48%). Já as maiores altas ocorreram em São Luís (5,10%) e em Campo Grande (4,32%).

“O preço internacional do café aumentou, impulsionado pela alta do mercado [norte] americano e pela oferta limitada no mundo, devido a algumas quebras de produção. Mas, internamente, os altos valores praticados nos supermercados inibiram a demanda, reduzindo as cotações médias em algumas capitais”, afirmou o Dieese.

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