
O nome de Rafael Fonteles, ex-secretário da Fazenda e atual governador do Piauí, se tornou central em um empreendimento polêmico envolvendo o mercado de apostas online, devido ao envolvimento de pessoas de seu ciclo de amizades.
Segundo informações de denúncias, amigos de Fonteles abriram a empresa Lucky Gaming LTDA, um site de apostas que visa movimenta cerca de R$ 10 milhões por semana em plataformas de jogos de azar.
A empresa, segundo a receita federal, fundada em 1º de agosto de 2024, está localizada em Teresina, no Piauí, e, conforme dados da própria Receita, atua na “exploração de jogos de azar e apostas não especificados anteriormente” – uma atividade que, embora lucrativa, enfrenta intensas questões legais e regulamentares no Brasil.

A Lucky Gaming, registrada sob o CNPJ 56.212.040/0001-51, tem gerado grande repercussão não apenas pelo volume de recursos que suposta visa movimentar, mas também pela complexidade de sua estrutura societária.

O quadro de sócios e administradores inclui figuras como Felipe de Santana Machado, alvo de matérias sobre contratos e licitações junto ao governo do Piauí que somam quase R$ 1 bilhão e Lincoln dos Santos Pinto, além da T Soft Consultoria em TI LTDA, representada por Adriano Silva Portela, atualmente gestor da escola de propriedade de Rafael, o CEV Colégio.
Além disso, a Lucky Gaming possui administradores de destaque, como Fellipe Roney de Carvalho Alencar e Waldemar de Figueiredo Lima Neto, e está registrada como “Ativa” na Receita Federal.
Embora a empresa esteja operando legalmente sob sua inscrição, tendo sido uma das que recebeu autorização do governo federal por meio da pasta da fazenda para operar no país, a falta de clareza sobre as atividades realizadas, juntamente com a suspeita de envolvimento de amigos de uma figura política influente como Fonteles, coloca a Lucky Gaming no centro de um debate sobre a legalidade das apostas online no Brasil e o sua relação com figuras públicas nos jogos virtuais.
O portal mantém o espaço aberto para o governador e aliados, darem suas versões dos fatos e esclarecerem se existe veracidade nas informações denúnciadas.