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PF mira Ciro Nogueira e primo de Vorcaro em nova fase da Operação Compliance Zero

Investigação da PF aponta suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento ao Banco Master

Manchete Nacional
Por: Manchete Nacional Fonte: Manchete Nacional
07/05/2026 às 08h55
PF mira Ciro Nogueira e primo de Vorcaro em nova fase da Operação Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Entre os alvos da operação está o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP).

Agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar no Distrito Federal e no Piauí. O irmão do senador, Raimundo Nogueira, também foi alvo das medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a decisão judicial obtida pela jornalista Ana Flor, a investigação aponta “a identificação da suposta conduta do senador em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas”. De acordo com as apurações, o caso envolvendo Ciro Nogueira é considerado um dos que apresentam maior volume de indícios reunidos até o momento.

Ao todo, a operação cumpre 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

O principal alvo do mandado de prisão é Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Ele foi preso na manhã desta quinta-feira em Minas Gerais.

A decisão do STF também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores estimados em R$ 18,85 milhões. Segundo o ministro André Mendonça, há indícios da prática de crimes como corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

PF aponta Ciro como “destinatário central” de vantagens

De acordo com relatório da Polícia Federal citado na decisão judicial, Ciro Nogueira seria o “destinatário central” de vantagens indevidas supostamente oferecidas por Daniel Vorcaro.

Os investigadores afirmam que o senador teria “instrumentalizado o exercício do mandato parlamentar em favor dos interesses privados” do empresário. A investigação aponta ainda uma série de benefícios financeiros recebidos pelo parlamentar, incluindo pagamentos mensais, despesas pessoais quitadas por terceiros, uso de bens de alto valor e negociações empresariais consideradas suspeitas.

Entre os episódios analisados pela PF está a compra, por R$ 1 milhão, de ações de uma empresa ligada a Vorcaro que, segundo os investigadores, teriam valor estimado em cerca de R$ 13 milhões. A corporação também apura indícios de repasses em dinheiro vivo.

Até a última atualização desta reportagem, a defesa do senador Ciro Nogueira não havia se manifestado.

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