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Secom do Piauí segue sem explicar por que Caminhada da Fraternidade recebeu R$ 100 mil a mais do que pediu

Desde a publicação da reportagem, a CCOM-PI, chefiada por Marcelo Nolleto, não respondeu aos questionamentos do Manchete Nacional sobre o excedente no patrocínio estatal ao evento religioso.

Manchete Nacional
Por: Manchete Nacional Fonte: Manchete Nacional
01/06/2026 às 14h53
Secom do Piauí segue sem explicar por que Caminhada da Fraternidade recebeu R$ 100 mil a mais do que pediu

 

 

 

A Secretaria de Comunicação do Estado do Piauí (CCOM-PI), chefiada pelo secretário Marcelo Nunes Nolleto, permanece em silêncio sobre uma questão objetiva levantada pelo Manchete Nacional: por que a 31ª Caminhada da Fraternidade recebeu autorização de patrocínio no valor de R$ 600.000,00 quando o próprio organizador do evento, o Padre Tony Batista, havia solicitado R$ 500.000,00?

O Manchete Nacional revelou que a diferença de R$ 100 mil entre o pedido e o valor autorizado não encontra respaldo em nenhum documento do processo administrativo obtido pela reportagem. Não há aditamento, não há laudo técnico, não há justificativa formal. A autorização — assinada pelo próprio Nolleto em 19 de maio de 2026 — simplesmente fixou um valor superior ao requerido, sem registro de motivação.

Desde a publicação, a CCOM-PI não se manifestou. Os questionamentos encaminhados pelo Manchete Nacional à secretaria permanecem sem resposta até o fechamento desta edição.

 

O silêncio em números

O valor autorizado por Nolleto é 20% superior ao que o Padre Tony Batista pediu ao governador Rafael Fonteles em março de 2026. Em termos absolutos, os R$ 100 mil excedentes correspondem, sozinhos, a um patrocínio de porte médio para os padrões do erário piauiense. Nenhum documento justifica sua origem.

A ausência de resposta é ainda mais relevante diante do contexto já reportado: Nolleto é frequentador da comunidade religiosa liderada pelo próprio padre beneficiado, e seu irmão Alexandre Nolleto serve como colaborador na mesma comunidade. O secretário, portanto, autorizou recursos públicos para um evento cujo organizador integra seu círculo pessoal e religioso — e até agora não explicou os critérios que o levaram a ir além do que sequer foi pedido.

 

Prazo e direito de resposta

O Manchete Nacional reitera o espaço para que a CCOM-PI, o secretário Marcelo Nolleto e o governo do Estado do Piauí se pronunciem sobre os seguintes pontos: qual a justificativa técnica para o acréscimo de R$ 100 mil sobre o valor solicitado; quem tomou a decisão de majorar o montante; e de que forma foram observados os critérios de impessoalidade previstos no Decreto 22.822/2024, que regula a concessão de patrocínios pela secretaria.

As respostas, quando enviadas, serão integralmente publicadas.

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