

Um cocar do início do século XX da etnia caiapó, redes, cestos, cerâmicas, cocares, instrumentos de caça, grafismos, utensílios do cotidiano e vestígios arqueológicos. A diversidade de itens reflete a multiplicidade das culturas indígenas e, também, do acervo do MCG. “Essa exposição reflete a mentalidade do Faris [Michaele], porque ele pensa o Brasil a partir desses povos. Para ele, o Brasil nasce com esses povos. Aqui está a nacionalidade brasileira”, explica o diretor do MCG, professor Niltonci Batista Chaves. Faris Michaele foi um dos principais fundadores do Museu, em 1950, e responsável pelo acervo antropológico que está em sua gênese. “É um encontro do Museu com sua própria história”, resume Niltonci.
Uma grande peneira constitui o coração da exposição, segundo o professor Ilton Cesar Martins, diretor de Ação Educativa e Extensão e idealizador da mostra. Ao afirmar que “quando o indígena trança, ele trança várias coisas”, o professor ressalta que o domínio da matéria-prima, a conexão íntima com a natureza e o fluxo entre gerações não são meros detalhes técnicos, mas elementos entrelaçados em uma trama de resistência e sabedoria, manifestada em cada fibra do artesanato. Para os indígenas, a peneira não é apenas um utensílio doméstico, mas um mapa do cosmos e um lembrete constante de que o universo é uma grande teia onde tudo está interligado.


Visite
As visitações individuais dispensam agendamento. Para visitas de grupos e com mediação, a atividade deve ser combinada pelo e-mail [email protected]. O horário de atendimento é de terça-feira a sábado, das 9h às 11h45 e das 13h30 às 17h.
Texto e fotos: Aline Jasper