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EVEO investe em armazenamento de nova geração

Solução da Seagate amplia capacidade, reduz consumo de energia em até 45%, diminui custos operacionais e reforça estratégia de expansão da companhia

Manchete Nacional
Por: Manchete Nacional Fonte: Agência Dino
23/06/2026 às 21h30
EVEO investe em armazenamento de nova geração
Panumas Nikhomkhai/Pixabay

A EVEO segue com novo passo estratégico de expansão ao se tornar a primeira empresa da América Latina a adotar a plataforma Mozaic, da Seagate, na operação de data centers, com a aquisição de 2 petabytes em discos rígidos de última geração, capazes de reduzir em até 45% o consumo de energia por terabyte (TB). A tecnologia utiliza HAMR (Head-Assisted Magnetic Recording) para oferecer densidade de armazenamento em grande escala.

O movimento responde a um cenário de pressão crescente sobre data centers, impulsionado pelo avanço da inteligência artificial, big data e aplicações em nuvem, que elevam exponencialmente a demanda por armazenamento e eficiência operacional.

A decisão nasceu de um desafio concreto. Segundo Fabio Stein, CTO da EVEO, a empresa enfrentava dificuldades no abastecimento de componentes em meio à escassez global e à alta demanda por infraestrutura tecnológica. "Nosso plano de crescimento exige previsibilidade e escala. Fizemos uma análise de mercado aprofundada e identificamos na nova linha da Seagate uma oportunidade de garantir capacidade, eficiência e estoque para sustentar esse avanço", afirma.

A tecnologia adotada representa uma mudança relevante no modo como os dados são armazenados. Baseada na gravação magnética assistida por calor, a solução utiliza um laser de alta precisão que aquece pontualmente a superfície do disco para permitir a gravação de bits menores e mais estáveis. O processo ocorre em escala nanométrica e em frações de segundo, possibilitando alcançar densidade de área de mais de 4 TB por prato, permitindo armazenar mais exabytes sem alterar o formato físico tradicional dos discos.

Na prática, esse avanço técnico se traduz em ganhos diretos para a operação. A nova geração reduz significativamente o consumo de energia por terabyte e diminui o carbono incorporado, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de armazenamento no mesmo espaço físico. "Quando falamos de data center, eficiência energética é central. Consumir menos energia impacta diretamente o custo da operação e melhora nossa margem", explica Stein.

Além da eficiência, a maior densidade permite à EVEO oferecer mais capacidade sem expandir a infraestrutura, proporcionalmente, fator que é decisivo para o modelo de negócios. A tecnologia também contribui para aumentar a durabilidade dos equipamentos, com menor taxa de falhas e maior estabilidade ao longo do ciclo de vida dos contratos.

A adoção da nova plataforma está diretamente alinhada à estratégia de crescimento da empresa. Com a meta de multiplicar o tamanho da operação nos próximos anos, a EVEO busca ganhos de eficiência interna para acelerar a expansão e ampliar a capacidade de entrega aos clientes.

Do lado da Seagate, a parceria reforça o posicionamento da empresa. Segundo Renato Ferreira, Partner Specialist da companhia, a adoção pela EVEO simboliza um marco regional. "É uma tecnologia inédita no mercado, e a EVEO foi a primeira empresa da América Latina a adquirir esse volume dessa solução para operação. Estamos falando de uma plataforma que redefine custo por terabyte, eficiência energética e sustentabilidade", destaca.

A aquisição foi viabilizada por meio da distribuidora Mazer, parceira especializada no Brasil, que conectou a demanda da EVEO à nova geração de discos. "Contamos com um processo de importação eficiente e de larga escala, e representar a Seagate no Brasil, atendendo aliados estratégicos como a EVEO, reforça nosso compromisso em disponibilizar ao mercado as soluções de armazenamento mais avançadas", reforça Elisson Santos, gerente de produtos da Mazer. Parte da infraestrutura já está em operação, enquanto o restante compõe um estoque planejado para suportar a expansão futura.

Esse investimento evidencia uma mudança estrutural na forma como os data centers precisam se preparar para o crescimento da economia digital. Com a produção global de dados avançando em ritmo superior à capacidade de armazenamento disponível, tecnologias que aumentam a densidade e reduzem custos deixam de ser diferenciais e passam a ser essenciais para a competitividade do setor.

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