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Consumer integra IA que ouve áudios em pedidos via WhatsApp

Inteligência artificial generativa aplicada ao sistema de gestão de restaurantes automatiza atendimento de delivery por mensagens. Letícia Gama, an...

Manchete Nacional
Por: Manchete Nacional Fonte: Agência Dino
11/08/2026 às 21h31
Consumer integra IA que ouve áudios em pedidos via WhatsApp
Imagem do Magnific

A empresa de tecnologia para gestão de restaurantes, Consumer, incorporou uma inteligência artificial (IA) generativa com integração oficial ao ChatGPT à sua plataforma de gestão para o setor de food service, voltada ao processamento de pedidos de delivery via WhatsApp e à ampliação da automação das etapas operacionais do atendimento.

A ferramenta atua como assistente operacional, com capacidade de compreender sotaques, expressões e gírias regionais de diferentes partes do Brasil, operar em linguagem natural com o cliente e permitir interferência humana sempre que necessário. Além disso, interpreta os pedidos a partir do cardápio cadastrado e os encaminha diretamente ao fluxo de produção da cozinha.

Letícia Gama, analista de Marketing da Consumer, explica que a tecnologia compreende as mensagens em áudio, transcreve-as internamente, ao mesmo tempo que compreende a transcrição, e, por fim, elabora a melhor resposta para o cliente. "O consumidor pode entrar em contato com o estabelecimento de forma direta, usando o WhatsApp, e já começar enviando áudios. Ela o responde dentro de segundos".

A analista da Consumer revela que a motivação da empresa para desenvolver uma IA capaz de interpretar áudios e regionalismos brasileiros surgiu do conhecimento de que o WhatsApp é o maior meio de comunicação online individual do Brasil. "Ao ver o bot de WhatsApp em ação em muitos estabelecimentos e tomar ciência de que brasileiros, principalmente os mais velhos, preferem a função de enviar áudios para se comunicar com estabelecimentos, essa necessidade ganhou nossa atenção".

De acordo com Gama, após obter a tecnologia avançada o suficiente para resolver a questão, e a OpenAI lançar a conexão do ChatGPT capaz de entender e transcrever áudios com fidelidade, a empresa identificou a capacidade de incorporar isso no bot já treinado. "Assim foi possível tornar a ferramenta ainda mais automatizada e, acima de tudo, capaz de comunicar de forma extremamente similar ao humano".

Conforme detalha a analista de Marketing, o desafio central da integração da Consumer foi direcionar o modelo do ChatGPT, que já possuía uma compreensão avançada das variações linguísticas do português brasileiro, especificamente para o cenário de atendimento de delivery, possibilitando que o bot auxiliasse o cliente com a mesma eficácia e precisão de um atendente humano e eliminando erros no processo.

"A tecnologia mantém um atendimento humanizado mesmo com a automação do processo, porque é a automação que viabiliza a humanização. Ao delegar tarefas repetitivas e passíveis de erro à IA, a operação ganha tempo e segurança. Isso permite que a equipe do restaurante foque no que realmente importa: oferecer um atendimento atencioso, cuidadoso e focado na experiência do cliente", afirma Gama.

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indica que 26% dos bares e restaurantes já utilizam o ChatGPT para automatizar o atendimento ao público, respondendo perguntas frequentes e direcionando clientes para canais adequados. O levantamento aponta ainda que 17% dos estabelecimentos utilizam IA na criação ou reformulação de cardápios, precificação de pratos e sugestão de novas combinações.

Consumer e a inovação no food service

Para a especialista, essa inovação consolida a Consumer como uma marca de vanguarda e parceira estratégica dos restaurantes, e consequentemente posiciona a marca à frente da concorrência. "Como pioneiros em trazer tecnologias globais (como a OpenAI) para resolver dores reais do dia a dia brasileiro — como o gargalo dos áudios —, provamos que oferecemos soluções de crescimento, além de apenas software".

Segundo a analista, a Consumer enxerga a IA como o pilar central do setor brasileiro de food service, que deixou de ser um diferencial para virar uma necessidade operacional básica. Para ela, futuramente a tecnologia ultrapassará o atendimento, atuando na análise de dados para prever movimento, otimizar estoques e personalizar ofertas.

Outros dados revelados pelo mesmo estudo da Abrasel mostram que 28% dos bares e restaurantes brasileiros já utilizaram IA em algum momento. Entre os estabelecimentos que já adotam a tecnologia, 40% recorrem a ela em atividades de marketing, como a criação de peças para redes sociais e o desenvolvimento de campanhas personalizadas. Além disso, 13% utilizam chatbots, assistentes virtuais e simulações interativas voltadas ao treinamento de funcionários.

"A IA tem o papel de democratizar a tecnologia, permitindo que pequenos negócios operem com a mesma eficiência de grandes redes", conclui a especialista.

Para mais informações, basta acessar: consumer.com.br/

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