
O promotor Elói Pereira de Sousa Júnior, que em abril de 2024 admitiu ter usurpado o cargo de prefeito de Barro Duro, agora é acusado de continuar com a prática criminosa, mas de forma disfarçada. Após confessar suas ações em uma audiência e firmar um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), Elói Júnior se comprometeu a pagar uma multa e a se afastar de qualquer envolvimento com a Prefeitura. Contudo, novas denúncias indicam que ele estaria utilizando sua esposa para continuar controlando a administração municipal, o que levanta suspeitas sobre o cumprimento do acordo.
O ANPP, que prevê o cumprimento de obrigações como o pagamento de R$ 10.000 ao Ministério Público e a renúncia ao porte de armas, pode ser rescindido caso Elói Júnior descumpra as condições estabelecidas. O Ministério Público acompanha de perto o caso, e o Tribunal de Justiça do Piauí, sob relatoria do desembargador Sebastião Ribeiro Martins, ainda analisará a homologação do acordo.
O caso teve início em 2021, quando moradores de Barro Duro denunciaram a substituição do prefeito por seu filho, Elói Júnior. As investigações continuam, e a principal dúvida agora é sobre a eficácia do acordo diante das novas acusações de que o promotor continua exercendo funções ilícitas, agora por meio de sua esposa e irmã, fazendo do executivo da cidade um puxadinho de casa.