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Defesa de Flávio recorre ao STF para recuperar passaportes e tirar Moraes do caso

Advogados pedem transferência da investigação para André Mendonça e alegam conflito de interesses

Manchete Nacional
Por: Manchete Nacional Fonte: Manchete Nacional
02/11/2026 às 18h43
Defesa de Flávio recorre ao STF para recuperar passaportes e tirar Moraes do caso

 

 

 

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão de Alexandre de Moraes que determinou a entrega de seus passaportes e o proibiu de deixar o país. No agravo regimental, os advogados pedem que o ministro reconsidere as medidas cautelares. Se ele mantiver a decisão, querem que o recurso seja julgado pela Primeira Turma.

Os advogados também pedem que a investigação, que envolve Flávio e o advogado Willer Tomaz, passe a André Mendonça e que se reconheça o impedimento ou a suspeição de Moraes. Pedem ainda o fim da proibição de contato com Willer. Em petição ao presidente do STF, Edson Fachin, alegam possíveis conflitos de interesse ligados ao escritório da mulher do relator, Viviane Barci de Moraes, e à empresa Fraction 024, citada nas apurações.

A defesa sustenta que as restrições se baseiam em informações que não mostram participação do senador em atividades ilícitas. Diz que o Banco Santander informou que Flávio não era titular, cotitular nem usuário das contas de empresas do grupo Alcazar, ligadas a Willer, e que a resposta já estava nos autos mais de dez horas antes de a Polícia Federal (PF) pedir as medidas. A decisão de Moraes foi tomada em 25 de outubro, dia em que Flávio perdeu o segundo turno para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os advogados contestam ainda o uso de declarações de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, para justificar suposto risco de fuga.

Flávio e Willer são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro em suposto esquema que envolve empresas do advogado e apostas esportivas. O senador deixou o Brasil na noite de 27 de outubro e chegou a Miami no dia seguinte, sem entregar os passaportes. A PF apura a saída. Os pedidos tramitam sob sigilo e ainda não foram analisados por Moraes e Fachin.

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