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Influencer é presa por chefiar esquema de apostas ilegais e ameaçar desafetos

O perfil de Tainá Sousa no Instagram, que reunia mais de 120 mil seguidores

José Ribas Netto
Por: José Ribas Netto Fonte: Direto da Redação
05/08/2025 às 13h07 Atualizada em 05/08/2025 às 13h27
Influencer é presa por chefiar esquema de apostas ilegais e ameaçar desafetos
Reprodução


Tainá Sousa ostentava vida de luxo nas redes, mas é investigada por envolvimento com o “Jogo do Tigrinho” e por manter lista com nomes de inimigos a serem eliminados

A influenciadora digital Tainá Sousa foi presa na última sexta-feira (1º) em São Luís (MA), sob suspeita de comandar um esquema milionário de apostas ilegais e ameaçar desafetos que criticavam sua atuação nas redes sociais.

A prisão foi resultado da Operação Dinheiro Sujo, deflagrada pela Polícia Civil do Maranhão, por meio do Departamento de Combate aos Crimes Tecnológicos (DCCT). Tainá é investigada por usar sua imagem para divulgar o chamado “Jogo do Tigrinho” — uma modalidade de caça-níqueis disfarçada de aposta esportiva — e por organizar uma rede de lavagem de dinheiro com o auxílio de advogados e operadores de marketing digital.

Durante a investigação, a polícia encontrou indícios de que a influencer mantinha uma lista com nomes de pessoas que a teriam prejudicado — entre elas, jornalistas, autoridades públicas e políticos. O jornalista Luís Cardoso, morto em abril deste ano, estava entre os citados. Em conversas de WhatsApp obtidas pela polícia, Tainá teria dito: “Um já foi. Agora faltam os outros.”

Além de Cardoso, constavam na lista o deputado estadual Yglésio Moisés, o delegado Pedro Adão (que comanda o inquérito) e o jornalista Domingos Costa.

A prisão de Tainá ocorreu dias após a primeira fase da operação, que cumpriu mandados de busca em seis endereços ligados ao grupo. Foram apreendidos cinco veículos de luxo, uma moto aquática, celulares, notebooks, bolsas de grife, dólares, uma arma de fogo e cadernos com anotações. A Justiça determinou ainda o bloqueio de mais de R$ 11 milhões em contas vinculadas aos investigados.

Segundo a polícia, o esquema atraía vítimas por meio de promessas de lucros rápidos em apostas online. Influenciadores contratados eram usados para divulgar os links das plataformas ilegais, enquanto outras pessoas operavam os grupos de WhatsApp e a movimentação financeira dos depósitos. Parte dos bens estava registrada em nome de terceiros.

A Assembleia Legislativa do Maranhão divulgou nota oficial em defesa da liberdade de imprensa e em solidariedade à família de Luís Cardoso. “É inadmissível que profissionais da comunicação sejam ameaçados por exercerem seu trabalho com coragem e independência”, disse a Diretoria de Comunicação da Alema.

O perfil de Tainá Sousa no Instagram, que reunia mais de 120 mil seguidores, ficou fora do ar após a prisão. Ela deve responder por contravenção penal, lavagem de dinheiro, organização criminosa e incitação ao crime.

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